
2015 foi um ano de descobertas.
Descobri a Nicole, que andou uns tempos escondida. Conheci pessoas incríveis que quero guardar comigo para sempre. Abandonei alguns sentimentos. Deixei-me levar por aquilo que me faz bem.
Aprendi a filtrar melhor os amigos e a perceber quem realmente me quer bem. Recuperei amizades antigas, acabei o meu curso e descobri o mundo do trabalho.
Descobri como ser mais positiva e aprendi a relaxar quando é preciso.
Descobri que o silêncio é por vezes a nossa melhor arma e comecei a abusar do desapego.
Não foi um ano fácil, porque como disse, foi um ano de descobertas e qualquer descoberta é um processo. É uma mudança, ou uma aprendizagem. Para aprender a levantar também tens de cair. E crescer é isso mesmo.
Não foi fácil, "crescer". Os infinitos dias de férias e as despreocupações criam saudade.
Claro que gostaria de voltar a ter tempo para todas as minhas experiências e projectos, mas creio que isso é apenas, a vida...
Não voltava. Estou bem. É nestes momentos (ano novo vida nova), que olhamos o espelho e fazemos uma retrospectiva de tudo o que correu menos bem e o que correu pelo melhor.
Em 2016 só quero sentir-me mais livre. De medos, de preconceitos e de regras.
Quero sentir o vento e a chuva na cara. Não importam os materiais. Importam as pessoas e os sonhos de viagens. O sonho do mundo. Porque isto da descoberta não é um ano, é uma vida. Venha ela! Venha 2016 e todas as linhas do destino. As energias boas e más. As lágrimas. Os sorrisos e as borboletas.








A vocês, obrigada por aqui estarem! Por espreitarem, por seguirem, por apoiarem.
São importantes. Desejo-vos o dobro do que desejo para mim. Sejam quem forem.
Que 2016 seja O TAL!
Olá,
Desculpa falar-te por aqui, mas apaguei o teu número quando te apaguei da minha vida...
Queria dizer-te que estou arrependida...
Sim, eu sei que não muda nem apaga nada.
Desculpa não te ter amado como talvez merecesses. Desculpa só ter visto cada defeito em vez de todos os bons momentos, no nosso fim.
Não foi minha atenção abandonar-te ou magoar-te sabes? Acho que nem sequer ponderei ou medi qualquer consequência. Tu eras tão diferente, que eu não consegui tolerar. E por mais que tivesses errado eu estive mal.
Hoje entendo aquilo que sentiste sabes?
Se calhar é por isso que sinto culpa...
Não sei se é culpa ou consciência. A verdade é que nunca vi grande erro no nosso fim. Mas vi um erro na maneira como agi.
Engraçado que nunca encontrei ninguém melhor do que tu. Acho que elevas-te demasiado a fasquia. Hoje em dia só vejo egoísmo em cada olhar e até um "gosto de ti" é dito sem qualquer sentimento envolvido. As relações vão existindo enquanto "dá jeito", até que alguém "se cansa".
Engraçado que nunca encontrei ninguém melhor do que tu. Acho que elevas-te demasiado a fasquia. Hoje em dia só vejo egoísmo em cada olhar e até um "gosto de ti" é dito sem qualquer sentimento envolvido. As relações vão existindo enquanto "dá jeito", até que alguém "se cansa".
Hoje entendo a maneira como olhavas para mim. Não vou dizer que tenho saudades. Mas era bom...
Devia ter-te dito que o problema sempre foi meu. Eu não estava preparada percebes?
Devia ter-te dito que apesar de tudo foste especial e importante. Não foste só algo que passou na minha vida. Eu recordo-me muitas vezes de ti. E queria que soubesses disso.
Sei que te arrependeste e me odiaste por muito tempo... Espero que esse ódio tenha desaparecido.
O ideal para ser sincera, acho que seria que não te lembrasses de mim. Isso faria sentir-me melhor. É estranho eu sei. Mas ajudaria.
Sempre achei que tinha feito a coisa certa, até te entender. Às vezes somos demasiado focados em nós próprios e deixamos passar o que é mais importante ao nosso lado.
Nós já fazemos parte do passado, mas engraçado que continuas tão presente. Ainda consigo lembrar-me de cada dedo da tua mão e da cicatriz que tinhas no braço. Das camisolas grossas de inverno. Pergunto-me se ainda tens a que te ofereci.
Espero que tenhas finalmente encontrado aquilo que procuravas. Espero que ela seja a tal... Que veja o teu potencial. O teu carácter e o que tens de bom para oferecer. Espero que tudo em vocês seja especial, tudo de bom, como tu querias para nós.
Desculpa não ter sido mais. Desculpa não ter dito mais.
Acho que foste tu quem me mostrou que o Amor existia e que era possível alguém preocupar-se mais comigo do que com ela própria. Só agora sei o quanto isso pode ser bom... Porque não valorizei? Não sei.
Nunca fui boa com respostas certo?! Sempre fui melhor a fugir ao assunto... A fugir...
Sempre achei mais fácil duvidar. E ao duvidar o assunto ficou mais resolvido na minha cabeça. Já tu tinhas tantas certezas. Era eu?! Porque?! Pergunto.
Se um dia nos reencontrarmos, digo-te tudo o que deveria ter dito. E sei que não será tarde demais.
Espero que não tenhas perdido a fé.
Eu sei que ainda não perdi...











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